Custos de compra de imóvel: o que tenho que pagar?
Índice
- A Regra dos 15%: Quanto reservar?
- 1. ITBI: O “Vilão” Municipal
- 2. Custos de Cartório: Registro vs. Escritura
- 3. Taxas Bancárias (Se houver financiamento)
- 4. Custos “Ocultos”: O que ninguém te conta
- 5. Quadro Resumo: Quem Paga o Quê?
- Quando o ITBI é Cobrado?
- 🇧🇷 Links Oficiais do ITBI – Principais Cidades do Brasil
- Conclusão: Como a LARYA Go Casa protege seu dinheiro
- Compre seu imóvel com Zero Burocracia
- Perguntas Frequentes (FAQ)
- Como calcular o valor do metro quadrado (m²) em reformas e construções?
- Como declarar a compra de imóvel no imposto de renda 2025?
- Onde declarar?
- O que informar?
- Dica importante:
- É melhor comprar imóvel novo ou usado?
- ️ Imóvel novo:
- ️ Imóvel usado:
- É seguro usar um modelo de contrato de compra e venda da internet?
- O que não pode faltar em um Contrato de Compra e Venda de Imóvel para ele ser seguro?
- O Recibo de Compra e Venda substitui a Escritura Pública?
- Quais são os passos para comprar um imóvel em 2025?
- que é importante verificar antes de assinar o contrato de compra?
Atualizado em: 20/01/2026 | Leitura estimada: 10 min
Comprar um imóvel é, sem dúvida, um dos maiores marcos da vida adulta. No entanto, existe uma armadilha financeira comum que pega muitos compradores desprevenidos em 2026: focar apenas no preço do imóvel e esquecer dos Custos de Fechamento (Closing Costs).
Imagine a situação: você economizou para a entrada, teve o financiamento aprovado, mas na hora de assinar o contrato, descobre que precisa de mais R$ 30.000,00 para pagar impostos e cartórios. Se você não tiver essa liquidez imediata, o negócio pode ser cancelado e você pode perder o sinal.
Na LARYA, nossa regra de ouro é: “O preço da vitrine é apenas o começo”. Neste dossiê completo, vamos detalhar cada centavo que você precisa reservar — do ITBI às taxas bancárias — e ensinar estratégias legais para reduzir essa conta.
Medo de custos surpresa?
Nossos especialistas calculam cada taxa antes de você assinar e negociam descontos com o vendedor.
A Regra dos 15%: Quanto reservar?
Antes de entrar no detalhe de cada taxa, guarde este número: Entre 5% e 8% do valor do imóvel.
Se você está comprando um imóvel de R$ 500.000,00, você deve ter reservado entre R$ 25.000,00 e R$ 40.000,00 além da entrada. Esse valor cobre os custos burocráticos obrigatórios. Se somarmos pequenas reformas e mobília básica, o custo extra total pode chegar a 15%.
1. ITBI: O “Vilão” Municipal
O Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) é, geralmente, a despesa mais pesada. Ele é um tributo municipal e deve ser pago para oficializar a transferência.
- Alíquota: Varia de cidade para cidade. Em São Paulo e Rio de Janeiro, gira em torno de 3%. Em outras cidades, pode ser 2%.
- Base de Cálculo: Aqui está a “pegadinha”. A prefeitura cobra sobre o maior valor entre: o valor da transação (quanto você pagou) ou o Valor Venal de Referência (quanto a prefeitura diz que vale).
Para consultar as alíquotas e emitir guias em São Paulo, por exemplo, o canal oficial é a Secretaria da Fazenda. Recomendamos sempre verificar a fonte oficial: Prefeitura de SP – Consulta ITBI.
2. Custos de Cartório: Registro vs. Escritura
Muitos compradores confundem essas duas taxas. Vamos esclarecer:
A) Escritura Pública (Apenas para compras à vista)
Se você pagar o imóvel “no cash”, precisará lavrar uma Escritura Pública no Tabelionato de Notas. O custo é tabelado por estado e progressivo.
A Boa Notícia do Financiamento: Se você financiar, o contrato emitido pelo banco tem força de escritura pública (Lei 4.380). Isso significa que você economiza 100% do custo da escritura.
B) Registro do Imóvel (Obrigatório para todos)
“Quem não registra, não é dono”. Após pagar o ITBI e assinar o contrato (ou escritura), você deve levá-los ao Cartório de Registro de Imóveis (RGI) competente. É lá que o imóvel passa oficialmente para o seu nome na matrícula.
Para verificar a situação atual da matrícula e evitar fraudes antes de pagar, utilize o portal oficial: Registro de Imóveis do Brasil.
💡 Dica de Ouro LARYA: O Desconto de 50%
Se este é seu primeiro imóvel, financiado pelo SFH e residencial, a Lei Federal 6.015/73 (Art. 290) garante 50% de desconto nas taxas de registro. Você precisa solicitar isso formalmente no cartório!
3. Taxas Bancárias (Se houver financiamento)
Os bancos cobram taxas administrativas para liberar o crédito habitacional. Em 2026, os valores médios são:
- Vistoria de Engenharia: R$ 3.500,00 (média). Um engenheiro avalia se o imóvel vale o preço pedido.
- Taxa Jurídica: Para análise da documentação do vendedor e do imóvel.
Na LARYA, nós comparamos não apenas os juros, mas também essas taxas iniciais, pois elas variam muito de banco para banco (o Santander, por exemplo, pode ter taxas diferentes da Caixa).
Quer saber qual banco cobra as menores taxas em 2026?
4. Custos “Ocultos”: O que ninguém te conta
Além do óbvio, existem despesas menores que somadas pesam no bolso:
Laudêmio (Imóveis no Litoral)
Se você está comprando um imóvel em área de marinha (comum em cidades litorâneas como Santos, Rio, Florianópolis), verifique se há cobrança de Laudêmio (taxa da União/SPU). Ela custa 5% do valor do terreno e deve ser paga (geralmente pelo vendedor, mas negociável) antes da transferência.
Certidões Negativas
Para garantir uma compra segura (Due Diligence), é necessário tirar uma bateria de certidões do vendedor (trabalhistas, cíveis, federais). Embora o vendedor deva fornecer, muitas vezes o comprador assume esse custo (aprox. R$ 400 a R$ 800) para agilizar o processo ou fazer uma análise mais profunda.
5. Quadro Resumo: Quem Paga o Quê?
Para evitar conflitos na negociação, use esta tabela como referência de mercado:
| Despesa | Responsável (Padrão) | Valor Estimado |
|---|---|---|
| ITBI | Comprador | 2% a 3% |
| Escritura / Registro | Comprador | ~1.5% |
| Avaliação Bancária | Comprador | R$ 3.500 |
| Comissão Corretor (6%) | Vendedor* | 6% |
| Laudêmio (se houver) | Vendedor | 2.5% a 5% |
*Atenção: Em leilões ou lançamentos (imóveis na planta), a comissão pode ser repassada ao comprador. Leia o contrato!
ITBI: O que é, Como Funciona e Links Oficiais das Prefeituras
cobrado na transferência de propriedade de imóveis, geralmente pago pelo comprador
no momento da escritura ou registro.
Cada município define suas próprias regras, alíquotas, prazos e sistemas de emissão
da guia de pagamento. Por isso, é fundamental consultar sempre o
portal oficial da prefeitura.
Quando o ITBI é Cobrado?
O ITBI é devido em operações como compra e venda de imóveis, cessão de direitos
imobiliários e adjudicação. Não incide em heranças ou doações
(nesses casos aplica-se o ITCMD).
🇧🇷 Links Oficiais do ITBI – Principais Cidades do Brasil
Abaixo você encontra os links oficiais das Prefeituras para consulta,
cálculo e emissão da guia do ITBI nas maiores cidades do país.
- São Paulo (SP)
ITBI – Serviços e Informações
Portal direto de emissão e consulta
- Rio de Janeiro (RJ)
ITBI – Portal Carioca Digital
- Curitiba (PR)
Solicitação da Guia de ITBI
- Belo Horizonte (MG)
ITBI – Secretaria da Fazenda
- Porto Alegre (RS)
ITBI – Carta de Serviços
- Brasília (DF)
ITBI – Secretaria de Economia do DF
- Salvador (BA)
ITBI – Secretaria da Fazenda Municipal
- Fortaleza (CE)
ITBI – Secretaria Municipal das Finanças
- Recife (PE)
ITBI – Secretaria de Finanças
- Manaus (AM)
ITBI – Secretaria Municipal de Finanças
- Goiânia (GO)
ITBI – Secretaria Municipal da Fazenda
- Campinas (SP)
ITBI – Prefeitura de Campinas
- Florianópolis (SC)
ITBI – Secretaria da Fazenda
- Vitória (ES)
ITBI – Secretaria de Fazenda
- Belém (PA)
ITBI – Secretaria Municipal de Finanças
⚠️ As regras do ITBI variam por município.
Para valores oficiais, prazos e emissão da guia,
utilize sempre os portais oficiais das Prefeituras.
Conclusão: Como a LARYA Go Casa protege seu dinheiro
A burocracia imobiliária no Brasil é complexa e cara. Um erro no cálculo do ITBI ou a perda de um prazo no cartório pode custar milhares de reais em multas ou até inviabilizar o registro.
A LARYA Go Casa não é apenas uma consultoria; é um escudo para o comprador. Nós:
- Auditamos a documentação: Garantimos que o imóvel não tem dívidas ocultas.
- Calculamos as taxas exatas: Sem surpresas de última hora.
- Negociamos o valor: Muitas vezes, conseguimos descontos no preço do imóvel que cobrem todos os custos de documentação.
Compre seu imóvel com Zero Burocracia
Deixe a Larya cuidar da papelada, dos cartórios e dos bancos. Você só pega as chaves.
Perguntas Frequentes (FAQ)
O custo varia por região e padrão de acabamento. Em 2025, utiliza-se o CUB (Custo Unitário Básico) do seu estado ou o SINAPI como referência inicial, somado aos materiais de acabamento específicos.
Na Prática:
Mão de obra: Representa cerca de 40% a 50% do custo total. Pedreiros e pintores costumam cobrar por m² ou empreitada.
Materiais Específicos: Itens pesquisados como “Piso Laminado” ou “Telha Sanduíche” têm preços voláteis. O ideal é cotar o sistema completo (ex: piso + manta + rodapé + instalação) e dividir pela área total para ter o custo real por m².
Declarar a compra de um imóvel no Imposto de Renda 2025 é essencial para manter sua situação fiscal regularizada com a Receita Federal. Veja o passo a passo atualizado e completo:
Onde declarar?
No programa da Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF 2025), utilize a ficha “Bens e Direitos”. Escolha o grupo “01 – Bens Imóveis” e o código correspondente ao tipo de imóvel adquirido, como:
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11 – Apartamento
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12 – Casa
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13 – Terreno
O que informar?
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Descrição completa do imóvel: endereço, metragem, número da matrícula no cartório e nome do vendedor.
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Valor pago até 31/12/2024 (se foi comprado no ano anterior).
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Forma de pagamento: se foi à vista, por financiamento imobiliário ou consórcio.
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Financiamento: informe apenas os valores efetivamente pagos no ano-base. O saldo devedor não entra.
Se o imóvel foi comprado em conjunto (ex: cônjuges), declare de forma proporcional à participação de cada um.
Dica importante:
Não atualize o valor do imóvel com base na valorização de mercado. O valor declarado deve ser o custo efetivo da compra (incluindo escritura, ITBI, taxas e corretagem, se houver). Só deve ser alterado caso haja reformas que aumentem o valor do bem – e estas também devem ser comprovadas.
A escolha entre comprar um imóvel novo ou usado em 2025 depende do perfil do comprador, das condições do mercado imobiliário e dos objetivos de longo prazo. Veja um comparativo com os principais pontos:
️ Imóvel novo:
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Vantagens:
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Estrutura moderna, com materiais atualizados e menos necessidade de manutenção imediata.
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Maior valorização a longo prazo, especialmente em bairros em expansão.
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Condições facilitadas de pagamento na planta ou via financiamento imobiliário.
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Condomínios com infraestrutura moderna (coworking, academia, espaço pet, etc.).
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Desvantagens:
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Preço por metro quadrado geralmente mais alto.
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Menor espaço interno em comparação a imóveis antigos.
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Possível atraso na entrega (em imóveis na planta).
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️ Imóvel usado:
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Vantagens:
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Preço mais competitivo e maior margem para negociação.
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Localizações privilegiadas, em bairros centrais já consolidados.
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Pronto para morar ou alugar imediatamente.
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Desvantagens:
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Pode exigir reformas, com custos adicionais.
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Instalações antigas e menos eficientes (elétrica, hidráulica, etc.).
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Maior cuidado na análise jurídica e técnica do imóvel.
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A dica é sempre comparar preços por metro quadrado com a ajuda de plataformas confiáveis, como a LARYA l, que oferece dados de valorização por região, simulações de financiamento e avaliações gratuitas (AVM). Assim, você toma a decisão mais inteligente para o seu bolso.
Modelos prontos servem como base, mas usar um “copia e cola” sem revisão jurídica é arriscado. Cada negociação tem especificidades (imóvel financiado, uso de FGTS, permuta) que modelos genéricos não cobrem.
Onde está o perigo:
Modelos antigos podem citar leis revogadas.
Falta de proteção específica para o vendedor (ex: o que acontece se o financiamento do banco não for aprovado?).
Recomendação: Use o modelo para entender a estrutura, mas peça para um advogado imobiliário ou corretor experiente adaptar as cláusulas para a sua realidade.
O contrato deve conter a qualificação completa das partes, descrição detalhada do imóvel (conforme matrícula), preço e forma de pagamento, data de posse, cláusula de irretratabilidade e as certidões negativas de débitos.
Análise Profunda: O “Contrato de Gaveta” (instrumento particular) é o passo anterior à Escritura, mas é ele que define as regras do jogo.
Multa Penal: Essencial estipular multa (geralmente 10% a 20%) em caso de desistência.
Cláusula Resolutiva: Garante que, se o comprador não pagar, o negócio é desfeito automaticamente.
Dica de 2025: Hoje, a validade jurídica de contratos assinados digitalmente (Gov.br, DocuSign) é plena, desde que certificada. Isso agiliza a formalização antes mesmo do cartório.
Não. O recibo é apenas um comprovante de pagamento. O documento que transfere a propriedade legalmente é a Escritura Pública registrada no Cartório de Registro de Imóveis.
Por que isso confunde? Muitas pessoas compram imóveis irregulares apenas com “Recibo” ou “Contrato de Gaveta”.
Risco: “Quem não registra, não é dono”. Se o vendedor tiver dívidas trabalhistas ou fiscais, o imóvel (que ainda está no nome dele no cartório) pode ser penhorado, mesmo que você tenha o recibo de que pagou.
Solução: O recibo serve para instruir uma futura ação de Usucapião ou Adjudicação Compulsória caso o vendedor suma, mas não substitui a escritura imediata.
Comprar um imóvel em 2025 envolve planejamento, pesquisa e atenção a detalhes legais e financeiros. Veja o passo a passo atualizado para garantir uma compra segura:
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Defina seu orçamento e faça uma simulação de financiamento imobiliário — use simuladores online como o da LARYA para entender quanto você pode financiar, com base em renda, entrada e prazos.
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Escolha a localização e o tipo de imóvel ideal — avalie bairros, infraestrutura, valorização do metro quadrado e perfil do imóvel (apartamento, casa, novo ou usado).
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Conte com um corretor de imóveis de confiança — busque profissionais bem avaliados em plataformas confiáveis, com histórico de vendas e conhecimento do mercado local.
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Visite os imóveis e analise a documentação — verifique escritura, registro, IPTU, habite-se e situação condominial.
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Negocie preço e condições de pagamento — uma boa negociação pode resultar em descontos relevantes ou inclusão de benfeitorias.
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Assine o contrato com segurança jurídica — envolva um advogado ou assessoria imobiliária, especialmente para imóveis de maior valor.
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Registre o imóvel e pague as taxas — ITBI, escritura pública e registro no cartório são obrigatórios para formalizar a transação.
Em 2025, o uso de ferramentas digitais, como o avaliador automático de imóveis (AVM) e comparadores de crédito, facilita todo o processo, tornando a jornada mais rápida e transparente.
Antes de assinar o contrato de compra de um imóvel, é essencial realizar uma análise completa dos documentos, do imóvel e da situação do vendedor. Em 2025, com a valorização dos imóveis e o aumento de fraudes, a cautela é ainda mais necessária. Veja os pontos mais importantes:
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Documentação do imóvel: verifique matrícula atualizada no cartório de registro de imóveis, ausência de ônus ou pendências judiciais, habite-se, e certidão negativa de débitos (IPTU e condomínio).
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Documentação do vendedor: para pessoa física, certidões negativas civis, trabalhistas, fiscais e de protestos. Para pessoa jurídica, adicione certidão da junta comercial e CNPJ ativo.
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Situação financeira do comprador: confirme a aprovação do financiamento imobiliário antes da assinatura. Use um simulador de financiamento para saber as parcelas e juros com antecedência.
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Condições do imóvel: visite o imóvel novamente antes da assinatura, verifique estrutura, instalações elétricas e hidráulicas. Tire fotos para registro.
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Revisão do contrato: leia todas as cláusulas com atenção. Prazos, multas, condições de pagamento, taxas e responsabilidades devem estar muito bem definidos. Um advogado especializado pode ser decisivo.
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Valores e taxas: confirme quem pagará ITBI, escritura, registro e comissão do corretor. Em alguns casos, esses custos podem ser negociados.
Utilize a plataforma da LARYA para comparar imóveis, obter uma avaliação online gratuita (AVM) e simular financiamento — tudo de forma 100% gratuita.




