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Qual a renda necessária para financiar um imóvel de R$1,4 milhão? (Fonte: Larya)

Qual a renda necessária para financiar um imóvel de R$1,4 milhão?

05/01/2026

Clique para ouvir a análise técnica deste dossiê:


Adquirir um imóvel de R$ 1,4 milhão coloca você no topo da pirâmide do mercado imobiliário. Estamos falando de apartamentos de alto padrão, coberturas em bairros nobres ou casas em condomínios fechados de prestígio. No entanto, financeiramente, este valor representa um “ponto de inflexão” crítico: você está no limite máximo do SFH (Sistema Financeiro de Habitação).

A diferença entre enquadrar seu financiamento no SFH ou cair no SFI (Sistema Financeiro Imobiliário) pode custar centenas de milhares de reais em juros ao longo de 30 anos. Para financiar um imóvel deste porte, a regra bancária exige uma entrada mínima de 20% (R$ 280.000,00), restando um saldo devedor robusto de R$ 1.120.000,00.

Neste Dossiê Técnico LARYA 2026, vamos detalhar a renda familiar exata para aprovar esse crédito, apresentar a simulação comparativa (com os dados que coletamos dos principais bancos) e explicar como blindar seu patrimônio usando o FGTS antes de ultrapassar o teto de 1.5 milhão.

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A Engenharia Financeira de R$ 1.400.000,00

Antes de analisarmos as parcelas, é fundamental entender a composição do pagamento. Os bancos financiam, em média, até 80% do valor de avaliação para imóveis usados nesta faixa de valor. Portanto, a estrutura da operação é:

  • Valor de Avaliação: R$ 1.400.000,00
  • Entrada Mínima (20%): R$ 280.000,00 (Recursos Próprios ou FGTS)
  • Saldo a Financiar (80%): R$ 1.120.000,00

Alerta de Mercado: Se a engenharia do banco avaliar o imóvel em R$ 1.300.000,00 (abaixo do valor de venda), o banco financiará apenas 80% de 1.3M. A diferença (o “gap” de avaliação) deverá ser coberta pelo seu bolso na entrada.

Tabela de Simulação: Financiando R$ 1.12 Milhão

Abaixo, apresentamos a simulação detalhada para o valor financiado de R$ 1.120.000,00 em 360 meses, refletindo as taxas praticadas em janeiro de 2026:

Banco Financiamento Taxa % Parcelas Primeira parcela
Caixa
R$ 1.120.000,00 10.5 % 360 R$ 10.912,16
Banco do Brasil
R$ 1.120.000,00 12.00 % 360 R$ 11.520,46
Inter
R$ 1.120.000,00 14.35 % 360 R$ 13.581,44
Itaú
R$ 1.120.000,00 11.70 % 360 R$ 11.684,52
BRB
R$ 1.120.000,00 11.36 % 360 R$ 10.971,78
Bradesco
R$ 1.120.000,00 12.79 % 360 R$ 12.828,62
Santander
R$ 1.120.000,00 12.50 % 360 R$ 11.953,29

Fonte: Larya (Simulação baseada em dados de balcão jan/2026. Valores de Custo Efetivo Total).

Qual a renda exata para aprovar R$ 1,4 milhão?

Para aprovar um financiamento desse porte, os bancos aplicam rigorosamente a regra dos 30% de comprometimento de renda. Baseado na tabela acima, temos o seguinte cenário:

Cenário 1: Bancos Públicos (Caixa/BRB)

Com as menores taxas, a parcela inicial gira em torno de R$ 10.900,00.

  • Cálculo: R$ 10.912 ÷ 0,30 = R$ 36.373,00

Portanto, a renda familiar exigida mínima é de aproximadamente R$ 37.000,00.

Cenário 2: Bancos Privados (Itaú/Santander/Bradesco)

Devido ao CET mais elevado, as parcelas sobem para a faixa de R$ 11.700 a R$ 12.800.

  • Cálculo (Média): R$ 12.000 ÷ 0,30 = R$ 40.000,00

Para garantir a aprovação em qualquer banco, o ideal é que a renda familiar bruta esteja consolidada em R$ 40 mil a R$ 42 mil.

O “Ponto de Atenção”: O Teto do SFH em 2026

Este é o ponto mais importante deste dossiê. O valor de R$ 1,4 milhão é estratégico porque está logo abaixo do teto do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que é de R$ 1,5 milhão.

Por que isso é vital?

  • Uso do FGTS: Se o imóvel fosse avaliado em R$ 1.510.000,00, você perderia o direito de usar seu saldo de FGTS na entrada ou amortização. Como é 1.4M, você pode usar 100% do saldo.
  • Juros Controlados: Dentro do SFH, a taxa de juros nominal é limitada a 12% ao ano. No SFI (acima de 1.5M), os juros são livres e costumam ser mais caros.

Custos de Cartório para Imóveis de Alto Padrão

Ao comprar um imóvel de R$ 1,4 milhão, a “mordida” da burocracia é significativa. Você precisa ter liquidez para:

  • ITBI (Imposto de Transmissão): ~3% do valor (R$ 42.000,00).
  • Registro de Imóveis: As tabelas de cartório são progressivas. Para este valor, o custo gira em torno de R$ 8.000,00 a R$ 10.000,00.
  • Avaliação de Engenharia: ~R$ 3.500,00 a R$ 4.000,00.

Reserva Obrigatória: Além dos R$ 280 mil da entrada, reserve cerca de R$ 55.000,00 para custos de fechamento.

Como conseguir a menor taxa (Desafio Larya)

Em financiamentos acima de 1 milhão, os bancos disputam o cliente. A “Taxa de Balcão” (aquela que aparece no site) nem sempre é a final. Gerentes têm alçada para reduzir juros se você:

  1. Possuir bom relacionamento ou portabilidade de salário;
  2. Tiver investimentos no banco (LCA, LCI ou Previdência);
  3. Fizer uma Assessoria de Crédito que negocia por você.

Na Larya, nós levamos seu perfil para a mesa de negociação de todos os bancos simultaneamente, garantindo que você não pague nem um centavo a mais de juros.

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FAQ – Financiamento de 1.4 Milhão

Entender como funciona carta de credito é essencial: ela equivale a dinheiro à vista. Quando você é contemplado, a administradora paga o vendedor do imóvel (ou os fornecedores da obra) diretamente. Isso lhe dá enorme poder de barganha para negociar descontos no valor do imóvel. Importante ressaltar que a carta sofre reajustes anuais (geralmente pelo INCC para construção ou IPCA), garantindo que seu poder de compra não seja corroído pela inflação enquanto você aguarda a contemplação.

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Muitos têm dúvidas sobre como funciona consorcio de imovel voltado para obras. A dinâmica é flexível: você pode usar a carta de crédito primeiro para comprar o terreno e usar o saldo restante para construir. A administradora libera o dinheiro conforme o cronograma físico-financeiro da obra (medições de engenharia). Diferente de comprar uma casa pronta, aqui você tem o poder de negociação de compra à vista com fornecedores de material, maximizando o poder de compra da sua carta.

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A grande dúvida é como ser contemplado no consórcio sem depender apenas da sorte. Além do lance livre (dinheiro do bolso), existe a estratégia do Lance Embutido. Nela, você utiliza parte da própria carta de crédito (geralmente até 30%) para ofertar o lance. Exemplo: numa carta de R$ 500 mil, você oferta R$ 150 mil da própria carta. Se contemplado, você recebe R$ 350 mil líquidos. É a estratégia mais eficiente para quem não tem capital disponível mas quer antecipar a liberação do crédito.

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Para entender o que é consórcio, imagine um grupo de pessoas financiando-se mutuamente, sem a cobrança de juros compostos, apenas uma taxa de administração. Enquanto no financiamento você paga “o aluguel do dinheiro” ao banco (juros), no consórcio você paga pela gestão do grupo. Isso torna o Custo Efetivo Total (CET) geralmente muito inferior a longo prazo. É a modalidade ideal para quem busca como fazer um consórcio visando planejamento financeiro, seja para aquisição de terreno e construção ou compra de imóvel pronto, sem a urgência de mudança imediata.

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Sim. Esta é uma das estratégias financeiras mais inteligentes para quem busca como fazer um consórcio de alavancagem. Se você já tem um financiamento bancário pagando juros altos, você pode entrar em um consórcio e, ao ser contemplado, usar a carta de crédito para quitar o saldo devedor do financiamento (Lei dos Consórcios nº 11.795/2008). Isso troca uma dívida cara (juros bancários) por uma dívida mais barata (taxa de administração), gerando uma economia significativa no montante final pago.

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Não existe uma resposta única para qual melhor consorcio de imovel, mas sim o melhor para o seu perfil. Bancos tradicionais (como Caixa e BB) oferecem solidez, mas muitas vezes possuem grupos muito grandes, o que aumenta a concorrência nos sorteios. Já administradoras independentes (fiscalizadas pelo Banco Central) costumam oferecer maior flexibilidade em como funciona a carta de crédito, permitindo lances embutidos maiores e taxas de administração mais competitivas. A escolha deve ser baseada na saúde financeira do grupo e na média histórica de lances para contemplação.

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